Editora Informal

Historias

Conceitos

Por meio dos exemplos contidos nas histórias, os alunos adquirem maior vivência. O contato com os impulsos emocionais, as reações e os instintos comuns aos seres humanos e o reconhecimento dos fatos e efeitos causados por estes impulsos são exemplos de vida.

Histórias são bastante úteis para trabalhar os seguintes aspectos internos da criança :

 

  • Caráter: Histórias escolhidas de feitos heróicos, conteúdos que encerram lições de vida, fábulas em que o bem prevalece sobre o mal são lições que os alunos absorvem. Por meio das histórias, os meninos defrontam-se com situações fictícias e percebem as várias alternativas que elas oferecem, podendo antever as conseqüências que a decisão por cada uma delas trará. Com isso adquirem vivência e referências para montar os seus próprios valores.

 

  • Raciocínio: As histórias mais elaboradas, de enredos intrigantes, agitam o raciocínio das crianças, que as acompanham mentalmente, interrogando-se como agiriam nesta ou naquela situação.

 

  • Imaginação: Os alunos ouvem atentos as narrações e com isso acompanham-nas mentalmente. Desta forma conseguem-se situações verdadeiramente formidáveis! Com elas podemos transitar pelo tempo e o espaço, estando ora na pré-história, ora pisando em galáxias estranhas. Podemos “bater um papo” com Hércules, participar de rituais indígenas ou conhecer a selva. Nas histórias tudo é possível!

 

  • Criatividade: O exercício da imaginação traz grande proveito aos alunos, primeiro porque atendem a uma necessidade muito grande que as crianças têm de imaginar. As fantasias não são somente um passatempo; elas ajudam na formação da personalidade e são um exercício de criatividade. Uma vez que esta é diretamente proporcional à quantidade de referências que cada um possui, quanto mais “viagens” a imaginação fizer, tanto mais aumentará o “arquivo referencial” e, conseqüentemente, a criatividade.

 

  • Senso Crítico: A cada dia que passa assistimos abismados à falta de senso crítico nos indivíduos. Aumenta a procura de elementos massificantes, tais como as grifes, os modismos, tolhendo e até envergonhado o indivíduo de ter as suas próprias idéias.

É preciso que as pessoas tenham olhos para ver a realidade da sociedade que as cerca, identificando as atitudes que levam à prosperidade, para incentivar estas e reprimir as danosas, e saber manejar as suas opiniões, para que em conjunto com as demais, possam ter uma vida útil e feliz.

As histórias atuam como ferramentas de grande valia na construção desse senso crítico, porque por meio delas os alunos tomam conhecimento de situações alheias à sua realidade, uma vez que podem “navegar” em diferentes classes sociais, raças e costumes.

A visão de outras realidades fará com que vejam “os dois lados de uma mesma moeda”, gerando tomadas de posições e construindo uma personalidade ativa.

 

Técnicas de aplicação

As histórias requerem dois itens essenciais: o tema e o narrador.

Quanto ao tema, podemos recorrer a diversas fontes:

    • contos infantis
    • fábulas
    • lendas folclóricas
    • passagens bíblicas
    • fatos históricos
    • fatos do cotidiano

Quanto ao narrador, poderíamos dar os seguintes conselhos:

1 – Ler a história atentamente para saber de toda a trama, tendo com clareza na mente o ambiente e o esquema geral.

2 – Ler novamente, anotando as características dos personagens, seus nomes, frases essenciais, lugares e situações que chamem atenção. Fazer anotações breves de coisas que poderiam ser esquecidas.

3 – Gravar principalmente o início e o término do relato.

4 – Contar a história para si mesmo, em voz alta, de preferência diante do espelho, marcar o tempo gasto, que não deverá ultrapassar 10 minutos.

5 – Exercitar a entonação de voz adequada, dramática, porém com boa dicção, dar uma voz própria a cada personagem e controlar o tom de voz de modo a passar sentimentos de calma, segredo, atenção, emoção, medo, etc… Gesticular para enfatizar; dar, porém, a exata medida, de modo a não exagerar e cair no ridículo.Utilizar palavras simples, do conhecimento do menino.

6 – Certificar-se de incluir no relato a descrição completa do cenário, possibilitando aos meninos imaginar onde a história ocorre. Tomar cuidado para não entrar em detalhes demais e cair na monotonia.

7 – Reler a história no dia em que irá contá-la e repassar os pontos principais alguns minutos antes.

8 – Incluir as histórias na programação sempre após um jogo agitado; isto fará com que fiquem mais calmos.

9 – Acomodar bem a audiência, pedir silêncio e dar uma introdução sobre o que irá dizer.

10 – Entregar-se à história, sendo fiel ao que foi ensaiado.

11 – Não permitir interrupção. Os comentários ficam para o final, podendo mesmo serem estimulados no caso de assuntos polêmicos.

Estas regras tornarão todo educador um excelente contador de histórias. Alguns precisarão treinar, outros terão este dom inato, porém, com dedicação, todos poderão cumprir de forma competente os objetivos deste recurso.

Aqueles que desejarem complementar sua narrativa com fantoches ou teatros de sombras, certamente agradarão!

No processo de narração de uma história busca-se o encantamento, o envolvimento da história, mas tudo isso encerra um objetivo maior, que é a compreensão dos objetivos educacionais nela contidos. Os educadores poderão utilizar diversas técnicas após a narração da história, para auxiliar a sua compreensão. Por exemplo: ensejar um debate com perguntas dirigidas, uma dinâmica de grupo que atinja seus pontos principais, um torneio de perguntas, um trabalho manual de interpretação (fazer um desenho ou uma escultura sobre a história), uma dramatização, etc… Estas técnicas são úteis para avaliar o aluno e conhecê-lo melhor.

<< Voltar

<< Home